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terça-feira, 15 de maio de 2012

Atualização / O lamentável incidente com a família Nichimura e sua lição

Atualização:  14/05/2012    22:41
Divulgando notícia msn / Estadão



Justiça aceita denúncia contra direção do Hopi Hari

CAMPINAS - O juiz da 1ª Vara de Vinhedo, no interior de São Paulo, Fábio Marcelo Holanda, aceitou nesta segunda-feira, 14, a denúncia contra 12 pessoas, entre elas o presidente do parque de diversões Hopi Hari, Armando Pereira Filho, acusadas de serem responsáveis pela morte da adolescente Gabriella Nichimura, de 14 anos. Ela caiu do brinquedo La Tour Eiffel em 24 de fevereiro, após a trava de segurança do equipamento abrir.
Na denúncia, o Ministério Público considerou que 'uma sucessão de erros, que começou com a instalação do brinquedo', provocou a morte da jovem. Os acusados foram denunciados por homicídio culposo (sem intenção de matar). Para o promotor Rogério Sanches, eles foram omissos ao deixar de tomar os cuidados que impediriam a utilização de uma cadeira do brinquedo que estava há dez anos desativada.
A Justiça agora vai citar os réus e avaliar a denúncia da Promotoria que pediu aumento de pena em um terço por 'inobservância de regras técnicas'. Com o pedido, a pena pode subir de 1 a 3 anos de prisão para 1 ano e quatro meses a 4 anos de reclusão.
A família de Gabriella, que informou ter ficado satisfeita com o conteúdo da denúncia, ainda vai buscar na área cível uma indenização do parque no valor de R$ 2 milhões por danos morais e materiais.
O advogado do presidente do parque, Alberto Toron, informou anteriormente que não há responsabilidade criminal por parte da direção do Hopi Hari, mas aguarda acesso ao teor da denúncia para se pronunciar. Os advogados dos demais denunciados não foram localizados para falar sobre a decisão da Justiça.

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Fiquei entristecida ao tomar conhecimento do incidente.
Externo minhas condolências à FAMÍLIA, pela perda da pequena, Gabriella Nichimura. 
Por: autor do Blog
Divulgando as notícias de:  Paulo Yokota    5 de março de 2012
Revista São Paulo, da Folha de São Paulo, num artigo de capa de nove páginas, elaboradas basicamente por Morris Kachari, faz uma cobertura ampla do lamentável incidente sofrido por Gabriella Nichimura, 14 anos, no Hopi Hari em Vinhedo, SP, que resultou na sua morte. Filha do casal Silmara e Armando Nichimura que, segundo a reportagem, vivem há 19 anos no Japão, na província de Shizuoka. Ela passava alguns dias no Brasil, depois da última visita há nove anos, falando pouco português como acontece com muitos jovens que estudam em escolas japonesas.
Além de todas as incriminações que devem ser atribuídas ao Hopi Hari e às autoridades responsáveis pela regulamentação e fiscalização destes precários parques de diversões, a reportagem deixa para todos nós uma série de lições. Como a declaração final da mãe Silmara: “Uma coisa eu aprendi. Aquilo que você acha que só vai acontecer com os outros, um dia podem acontecer com você. E aconteceu comigo”. Poucas reportagens, aproveitando este dramático tema, conseguiram dar uma noção aos leitores como vivem muitos brasileiros que trabalham no Japão e seus relacionamentos com o Brasil.
Gabriella e os pais Silmara e Armando Nichimura
A reportagem muito bem elaborada, com muitas fotos, informa que Silmara Nichimura, 38 anos, é nascida em Guarulhos, e casou-se com Armando, 45 anos, nascido em Itaporã, no Mato Grosso do Sul. Conheceu o marido no supermercado do pai dele, que é japonês, nos arredores do aeroporto de Cumbica, em São Paulo. Somente os descendentes de japoneses até a terceira geração e seus familiares conseguem o visto para trabalhar no Japão. Ela trabalha cuidando de idosos e ele numa empresa de componentes para veículos.
Possuíam duas filhas, a primeira, Gabriella, lamentavelmente falecida no Hopi Hari, e outra, Hannah, de 7 anos, e ambas estudavam nas escolas públicas, como a maioria dos filhos destes brasileiros que trabalham no Japão, ficando com conhecimentos precários do português. Depois de 15 anos de trabalho naquele país, conseguiram adquirir uma casa própria, financiada pelos próximos 30 anos, segundo a reportagem, o que acontece com muitos que lá se empenham.
Gabriella sonhava se tornar jornalista para cobrir o mundo eletrônico como de Akihabara, um bairro especializado nestes produtos em Tóquio. Seus conhecimentos sobre o Brasil eram semelhantes da maioria dos japoneses, como Amazonas, Rio de Janeiro, Cristo Redentor, futebol e o Brasil de muitos crimes noticiados naquele país.
A família desembarcou no Brasil no último dia 7 de fevereiro para cuidar de assuntos particulares e aproveitar a estada para cuidar de suas documentações, bem como uma viagem por alguns lugares do país que costumam atrair os turistas.
As visitas aos parques de diversões eram comuns no Japão, como ao Universal Studios, Nagashima SpaLand, Laguna Gamagori, Fuji-Q High Land, todos contando com revisões permanentes e cuidados adequados com a segurança dos usuários. A reportagem cobre também outros parques brasileiros fora o lamentável Hopi Hari, e em muitos ocorrem acidentes diante de uma regulamentação menos exigente e cuidados de manutenção e assistência aos usuários sempre precários.
No Japão, a vida humana e qualquer dano físico ao corpo têm penalizações rigorosas, pois eles são preciosos, e precisamos aprender no Brasil o mesmo que está banalizado com a elevada quantidade de vitimas. Que a morte da Gabriella não tenha sido em vão, reduzindo estas irresponsabilidades
Fonte: Folha.com

Mãe narra últimos momentos de adolescente morta no Hopi Hari

A edição deste domingo (4) da "sãopaulo" traz uma reportagem sobre a vida de Gabriella Nichimura, 14, e os momentos que antecederam a morte dela no parque Hopi Hari, em Vinhedo (SP). Ela foi arremessada ao chão, a uma altura de 25 metros, do brinquedo La Tour Eiffel --a trava da cadeira ocupada por ela não funcionou.

Arquivo pessoal

Gabriella Nichimura (à dir.) e a prima antes de entrarem no brinquedo La Tour Eiffel, no parque Hopi Hari, em Vinhedo
Gabriella Nichimura (à dir.) e a prima antes de entrarem no
brinquedo La Tour Eiffel, no parque Hopi Hari, em Vinhedo
Gabriella morava com a família no Japão, onde nasceu, e chegou ao Brasil no dia 7 do mês passado. Os pais dela planejavam ir a Porto Alegre e ao Mato Grosso do Sul. Mas, antes, decidiram visitar o Hopi Hari, no interior paulista, no último dia 24. O primeiro brinquedo a ser visitado foi a La Tour Eiffel, do qual Gabriella despencou.
"Tá todo mundo travado na cadeira?", perguntou a mãe.
"Táááááááá", responderam juntas a filha e a sobrinha.
Essa seria a última vez em que a mãe escutaria a voz da filha. Silmara Nichimura só reencontraria sua Gabriella estatelada no chão, depois de ter sido arremessada de uma altura de 25 metros. "Naquele momento, pensei: vou orar. Dei minha mão, mas ela não estava segurando. Achava que só um milagre faria ela levantar", lembra Silmara.

íntegra está disponível para assinantes da Folha e do UOL.

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