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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Dramática redução populacional do Japão

Divulgando:Asia Comentada
19 de abril de 2012
Entre os fatores que provocam efeitos econômicos impossíveis de serem contornados estão os dados demográficos. Um artigo publicado no Daily Yomiuri Online informa a dramática redução da população japonesa, que inclui os estrangeiros residentes no Japão. Segundo os dados divulgados pelo ministério de assuntos internos e comunicações daquele país, teria ocorrido até outubro de 2011 uma redução de 259 mil habitantes quando comparada com a do ano anterior. As crianças até 14 anos ficaram com 13,1% da população total, um recorde de baixa, e os idosos de mais de 65 anos ficaram com 23,3%, enquanto os na idade de trabalho (entre 15 a 64 anos) ficaram somente com 63,6%.
Foi o declínio mais significativo desde quando se dispõem destes dados em 1950, representando uma redução recorde de 0,2%, com base no censo que ocorre a cada cinco anos. Os cálculos se baseiam nos nascimentos menos os falecimentos, as entradas de pessoas do exterior no Japão para residirem mais de 90 dias, menos as saídas que foram elevadas com os desastres naturais. Foi a terceira vez que os nascimentos declinaram, o que já ocorreu em 2005 e 2009, ficando somente com 1.073 mil no ano.

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Os detalhes dos dados mostram que em 46 das 47 províncias japonesas o número de idosos superam os dos menores. Nas províncias do nordeste do Japão, afetados pelos desastres naturais, como em Fukushima, houve uma redução da população de 1,93%, em Iwate de 1,21%, em Akita de 1,03% e de 0,91% em Miyagi.
Os dados do gráfico mostram que as populações já tendiam a apresentar decréscimos, mas o de 2011 acusou um declínio dramático. As implicações econômicas destes dados demográficos são graves, pois enquanto muitas escolas tendem a reduzir seus alunos, os atendimentos sociais dos idosos exigem grandes esforços, tanto nos tratamentos de saúde como de preservação da qualidade de vida daqueles que já estão aposentados.
Os encargos sobre a população ativa acabam sendo mais pesados. Os que podem cuidar dos idosos precisam ser estimulados com migrações externas, como de filipinos e de indonésios, que necessitam conhecer o idioma japonês e contar com o mínimo de qualificação para cuidar deles.
Os salários desta mão-de-obra acabam sendo elevados, pois as famílias não contam com os que podem prestar estes serviços, e mesmo que sejam providenciadas as alimentações e as acomodações como dormitórios, nem todos se dispõem a exercerem as ocupações que demandam todos os dias, inclusive em horários noturnos.
O que já está acontecendo de forma dramática no Japão tende a se repetir em outros países asiáticos, que passam a contar com baixas taxas de nascimento ao mesmo tempo em que as expectativas de vida da população se elevam.
Tudo isto mostra que cada país conta com seus problemas.

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