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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Folha de S. Paulo destaca exemplo que emociona a todos!

Pulmão de Aço - A vida no maior hospital do Brasil


REPORTAGEM Veja São Paulo  clique aqui
Livro escrito com a boca livro narra historia de vitima de poliomielite
Divulgando: Asia Comentada
Por: Paulo Yokota

FOLHA DE S. PAULO DESTACA EXEMPLO QUE EMOCIONA A TODOS!
Capa livro_Pulmão de aço
Existem casos que emocionam a todos, até os mais insensíveis.
O lançamento do livro da Eliana Zagui, 38 anos, 36 anos vividos numa UTI do Hospital das Clínicas por causa de uma paralisia infantil, é certamente um caso único. “Pulmão de Aço”, lançamento da editora Belaletra, foi escrita com a boca, pois seus braços e as mãos não funcionam. O assunto mereceu um destaque na primeira página da Folha de S.Paulo, e uma página inteira escrita pela Claudia Colluci, homenageada pela excepcional autora. No site da editora há uma possibilidade de aquisição do livro pela internet (já encomendei o meu).
Nesta condição extremamente adversa, Eliana Zagui, segundo o artigo publicado, fala no seu livro de suas angústias e diz esperar que ele ajude “aqueles que não querem nada com a vida”. Na UTI, ajudada na respiração por aparelhos, ela se formou no curso do ensino médio, aprendeu inglês, italiano, fez curso de história de arte e tornou-se pintora. A pólio havia paralisado completamente o diafragma e a deglutição. Das 5.789 crianças vítimas da pólio entre 1950 ao final da década dos 70, somente ela e Paulo Machado, hoje com 43 anos, conseguiram sobreviver. “Nós nos apegávamos um ao outro, como numa grande família. Era a única maneira de suportar aquilo tudo”, lembrou Eliana à Folha de S.Paulo.
Vídeo sobre Eliana
Só pelos poucos trechos que foram publicados no artigo sente-se a força desta mulher que deixa-nos constrangidos com as queixas do nosso cotidiano. Ela relata as pequenas alegrias como a quando recebeu um abraço do enfermeiro Adalberto, quando tinha oito anos e ele estava preocupado com o seu choro, com sua solidão, tristeza, falta de carinho, dor. Ela jamais havia ganhado um abraço.
Ela que o Paulo Machado a chama de Teca, e ela a ele de Teco, utilizam a maior parte do tempo na internet. Há outro trecho em que ela relata que o Dr. Giovani, médico do Hospital das Clínicas, providenciou uma ambulância, com cilindros de oxigênio, para que alguns fossem assistir a um espetáculo de circo. Mas, como naquele dia choveu intensamente, o mesmo foi cancelado. O médico explicou a situação para o proprietário do circo. A trupe os maquiou e resolveram fazer uma miniapresentação exclusiva, provocando uma choradeira geral, dos pacientes e dos palhaços.
Ela nos ensina: “É claro que cada um tem as suas dores. A minha desgraça não é maior que a sua nem a sua é maior que a minha. Mas é sempre bom poder aprender a tirar o que vale a pena da vida”, como consta do artigo.
Muito obrigado Eliana Zaguí, pelo exemplo que V. nos dá a todos, e espero que com a leitura do seu livro todos nós nos enriqueçamos um pouco mais e tenhamos maior solidariedade com os que sobrevivem com suas grandes limitações, bem como todos que trabalham para minorar os enfermos e todos os menos privilegiados nesta vida.





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