NHK World News | Novembro de 2012
NIPOCULTURA
Advertência: O corte do Baiacu (Blowfish or Fugu em japonês) requer sete anos de treinamento intenso.
Caso uma pessoa sem conhecimento ou amador errar no corte, pode ser fatal!
Jamais tente fazê-lo, caso esteja no Japão e quiser apreciar o sabor desse peixe bizarro, procure um restaurante especializado.
O baiacu, consumido em grande quantidade na Ásia, é um dos alimentos mais venenosos do mundo. Deve ser cortados em pedaços muito finos, para compensar sua toxidade. Não é qualquer um que pode preparar este delicioso (e perigoso) peixe.
Japão Fantástico: Shimonoseki, Cidade dos Baiacus
Advertência: O corte do Baiacu (Blowfish or Fugu em japonês) requer sete anos de treinamento intenso.
Caso uma pessoa sem conhecimento ou amador errar no corte, pode ser fatal!
Jamais tente fazê-lo, caso esteja no Japão e quiser apreciar o sabor desse peixe bizarro, procure um restaurante especializado.
O baiacu, consumido em grande quantidade na Ásia, é um dos alimentos mais venenosos do mundo. Deve ser cortados em pedaços muito finos, para compensar sua toxidade. Não é qualquer um que pode preparar este delicioso (e perigoso) peixe.
Japão Fantástico: Shimonoseki, Cidade dos Baiacus
Cozinheiros altamente qualificados removem o potente veneno do baiacu.
Advertência: O baiacu tem tetrodotoxina em alguns órgãos e outras partes do corpo. Essa toxina é muito forte e, se ingerida, pode causar a morte. O baiacu é um peixe extremamente perigoso quando preparado por cozinheiros não licenciados.
Shimonoseki, na província de Yamaguchi, é a cidade mais ocidental de Honshu, a principal ilha do arquipélago japonês. A cidade é conhecida também pela pesca do baiacu.
Assista o vídeo clique aqui
No Japão, o baiacu chamado Fugu – フグ é considerado uma especialidade culinária entre os apreciadores de sushi. É um prato típico dos meses de dezembro e janeiro, servido em fatias cruas quase sempre arrumadas no prato de forma a lembrar as pétalas do crisântemo, considerado pelos japoneses como a flor da morte. Apesar disso, algumas pessoas morrem todos os anos no país, vitimados pela toxina nem sempre retirada corretamente.
Até o início da Era Meiji (1868-1912), o consumo do baiacu era proibido – ele tem um veneno chamado Tetrodontoxina, uma potente neurotoxina que, ao ser ingerido, pode levar à morte. No ano 21 da Era Meiji (1889), em uma de suas visitas a Shimonoseki (Yamaguchi), foi oferecido ao então primeiro-ministro,Hirobumi Ito, o baiacu, por falta de um outro peixe que completasse o cardápio.
O primeiro-ministro, impressionado com o sabor do baiacu, decidiu liberar o seu consumo. Entretanto, somente os cozinheiros licenciados podem prepará-lo, pois a toxina está presente no ovário, no fígado, no intestino e na pele do peixe; com a retirada destes, o baiacu é inofensivo.
Atualmente, os cozinheiros licenciados têm colocado no mercado o baiacu já limpo em filés, tornando possível prepará-lo como sashimi (denominado fugusashi – フグ刺し) ou nabemono (denominado fuguchiri - フグチリ) por qualquer um.
Em Tóquio, desde 1958, os candidatos a “chef” são submetidos a um teste no qual preparam o baiacu, afim de avaliar as suas capacidades. A duração da preparação é de 20 minutos durante os quais dissecam o peixe, o separam em partes comestíveis e não-comestíveis, as identificam com etiquetas e montam um belo prato de fugu.
Advertência: O baiacu tem tetrodotoxina em alguns órgãos e outras partes do corpo. Essa toxina é muito forte e, se ingerida, pode causar a morte. O baiacu é um peixe extremamente perigoso quando preparado por cozinheiros não licenciados.
Shimonoseki, na província de Yamaguchi, é a cidade mais ocidental de Honshu, a principal ilha do arquipélago japonês. A cidade é conhecida também pela pesca do baiacu.
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| Foto: reprodução |
Até o início da Era Meiji (1868-1912), o consumo do baiacu era proibido – ele tem um veneno chamado Tetrodontoxina, uma potente neurotoxina que, ao ser ingerido, pode levar à morte. No ano 21 da Era Meiji (1889), em uma de suas visitas a Shimonoseki (Yamaguchi), foi oferecido ao então primeiro-ministro,Hirobumi Ito, o baiacu, por falta de um outro peixe que completasse o cardápio.
O primeiro-ministro, impressionado com o sabor do baiacu, decidiu liberar o seu consumo. Entretanto, somente os cozinheiros licenciados podem prepará-lo, pois a toxina está presente no ovário, no fígado, no intestino e na pele do peixe; com a retirada destes, o baiacu é inofensivo.
Atualmente, os cozinheiros licenciados têm colocado no mercado o baiacu já limpo em filés, tornando possível prepará-lo como sashimi (denominado fugusashi – フグ刺し) ou nabemono (denominado fuguchiri - フグチリ) por qualquer um.
Em Tóquio, desde 1958, os candidatos a “chef” são submetidos a um teste no qual preparam o baiacu, afim de avaliar as suas capacidades. A duração da preparação é de 20 minutos durante os quais dissecam o peixe, o separam em partes comestíveis e não-comestíveis, as identificam com etiquetas e montam um belo prato de fugu.


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