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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Japão / Monte Fuji celebra mais de 300 anos sem erupção

Divulgação
NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL ONLINE | 06/09/2012

Há uma falha geológica de 34 quilômetros abaixo 
do Monte Fuji, de quase 4.000 metros de altura 
Os terremotos de 2011 causaram forte aumento da pressão na câmara magmática do vulcão japonês

Mais de 300 anos após a última erupção, em 1707, o Monte Fuji pode voltar a expelir lava devido ao aumento de pressão em sua câmara magmática, fenômeno ocasionado pelos terremotos de 2011, no centro e no nordeste do Japão.

Novas medições, feitas pelo Instituto Nacional de Pesquisa sobre Ciência da Terra e Prevenção de Desastres, acusam pressão de 1,6 megapascals, 16 vezes mais que o necessário para causar uma erupção.

Em 2000 e 2001, foram registrados tremores de baixa frequência abaixo do vulcão, mas, apesar das predições, ele permaneceu silencioso. Entretanto, o tsunami e o terremoto de 6,4 graus de magnitude na Escala Richter de março de 2011 podem mudar este cenário. Segundo o instituto, o aumento de pressão é apenas um dos fatores que podem contribuir para uma explosão.

Uma erupção avassaladora em até três anos foi a predição feita em maio deste ano por um professor da Ryukyu University. Ele acredita que há outras agravantes para que o fenômeno ocorra, além da alta pressão: emissão de gases da cratera e de água quente, grandes buracos expelindo gases naturais nas redondezas e, principalmente, uma falha geológica de 34 quilômetros encontrada embaixo do Fuji.


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International Press |Publicado em 26/12/2007 22:51 


O monte acordou pela última vez em dezembro de 1707 e lançou 800 milhões de metros cúbicos de cinza 


O vulcão Fuji, o ponto mais alto do arquipélago japonês e o local de destino de milhares de peregrinos, comemora em dezembro três séculos de calma, mas os especialistas acreditam que possa despertar nos próximos anos.
Com seus 3.776 metros de altura, o Monte Fuji é um dos maiores vulcões do mundo, apesar de estar dormindo e não apresentar sintomas de atividade recentemente (reportagem de 2007).

A última vez que acordou foi em dezembro de 1707 e, apesar de sua violenta erupção não foi acompanhada de lava, o monte sagrado lançou à atmosfera em apenas 16 dias, cerca de 800 milhões de metros cúbicos de cinza, o equivalente ao volume de 425 mil piscinas olímpicas, causando vários desastres.

No Japão a erupção é conhecida como Hoei, por ter acontecido no quarto ano desse período histórico. A camada de cinza alcançou quatro centímetros de espessura em Tokyo (antiga Edo), distante a 100 quilômetros do vulcão, enquanto nas áreas mais próximas a cinza superou os três metros de altura.

A erupção provocou a perda de colheitas e cultivos, além do transbordamento de rios próximos, como o Sakawa, devido ao acúmulo de rochas.

Diante da perspectiva de que o Fuji possa acordar, o Museu Nacional de Ciências Naturais de Tokyo organizou uma exposição sobre esse vulcão, com o objetivo de recordar o passado e prevenir possíveis desastres no futuro.

Em 2000 e 2001 um estudo detectou indícios de atividade ao registrar vários terremotos de baixa intensidade sob o monte, de 50 quilômetros de diâmetro de base.

Os riscos de uma nova erupção são consideráveis pois o monte se encontra em uma região próxima a Osaka, Nagoya (Aichi) e Tokyo, as três maiores cidades do país, e que acolhem mais da metade dos 130 milhões de habitantes do Japão.

Em 2004, um comitê do governo elaborou um estudo sobre as conseqüências de uma possível nova erupção de proporções semelhantes à Hoei e calculou os prejuízos econômicos em cerca de ¥ 2,5 trilhões (US$ 27,23 bilhões).

Cerca de 12,5 milhões de pessoas sofreriam irritação de olhos e garganta, mais de 1 milhão de moradias ficariam sem luz e quase 2,5 milhões de casas não teriam acesso a água potável. Além disso, cerca de 14.600 quilômetros de estradas próximas ao vulcão ficariam interditadas.

A exposição aproveita para lembrar todas as crendices e tradições em torno do Monte Fuji, e que foram refletidas em inúmeros livros e quadros, como as 36 conhecidas representações do vulcão pintadas pelo artista Hokusai.

O Japão é uma das regiões do mundo onde se registra o maior número de movimentos sísmicos, um elemento ligado à atividade vulcânica, por encontrar-se sobre o chamado "cinturão de fogo" que percorre a costa ocidental do oceano Pacífico. 


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