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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Aos 80 anos, japonês é a pessoa mais velha a escalar Everest

Divulgação
NHK World News | Atualizado às 21:16, 26 de maio (Hora do Japão)

Alpinista japonês de 80 anos retorna com segurança do cume do Everest
O aventureiro japonês Yuichiro Miura, de 80 anos, disse à NHK que arriscou a própria vida para enfrentar o desafio de escalar e descer do Monte Everest. Ele deixou a montanha no domingo.

No dia 16, Miura iniciou a descida, a partir do acampamento-base, a uma altitude de 5.300 metros. 
Na quinta-feira, havia alcançado o cume do Monte Everest, à altitude de 8.848 metros, tornando-se a pessoa com idade mais avançada a chegar ao pico mais elevado do mundo.

O retorno de Miura ao acampamento base estava programado para sábado. Ele permaneceu, contudo, a uma altitude de 6.400 metros por receio de que o gelo abaixo de seus pés caísse em razão da elevação da temperatura.

No domingo, o alpinista foi levado de helicóptero até Katmandu.

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Revista Alternativa Online | 24 de Maio de 2012


Tenho que deixar registrado aqui que não há limites 

de idade quando se tem um sonho!

"O recorde não é tão importante para mim. É importante chegar ao topo", disse Yuichiro Miura em entrevista antes de iniciar a aventura, em abril.

Foto reprodução Revista Alternativa
REUTERS

Katmandu, 23/mai - Um alpinista japonês de 80 anos que passou por quatro cirurgias cardíacas tornou-se nesta quinta-feira a pessoa mais velha do mundo a escalar até o topo do Monte Everest. Esta foi sua terceira subida ao cume mais alto do mundo.

Yuichiro Miura subiu ao cume de 8.850 metros da montanha em 2003 e 2008. Ele desceu de esqui o Everest de uma altitude de 8.000 metros em 1970.

Por volta das 12h15 desta quinta-feira (horário de Tóquio), Miura ligou para seu escritório no Japão informando que tinha chegado ao topo do Everest juntamente com uma equipe.

Miura e uma equipe de nove pessoas subiram a rota sudeste padrão, iniciada por Sir Edmund Hillary e Tenzing Norgay quando eles se tornaram as primeiras pessoas a chegar ao cume em maio de 1953.

"O recorde não é tão importante para mim", disse Miura à Reuters na capital do Nepal, Katmandu, antes de sair para a montanha, em abril. "É importante chegar ao topo."

O recorde da pessoa mais velha a subir a montanha era de Min Bahadur Sherchan, do Nepal, que atingiu o cume quando tinha 76 anos, em 2008.

Um médico especializado em doenças do coração está na equipe para ficar de olho na saúde de Miura.

Miura já esquiou as montanhas mais altas de cada um dos continentes, e está simplesmente seguindo a tradição familiar. Seu falecido pai, Keizo Miura, desceu de esqui o Mont Blanc da Europa aos 99 anos.

"Se você deseja fortemente, tem coragem e resistência, então você pode chegar ao topo do seu sonho", disse Miura.

Ele já tem um novo sonho: quer esquiar a Cho Oyu, sexta montanha mais alta do mundo, com 8.201 metros, também no Himalaia.

"Talvez, quando eu tiver 85 anos, e se eu estiver vivo, eu quero escalar e esquiar a Cho Oyu", contou Miura. "É o meu próximo sonho."

Cerca de 4.000 alpinistas já atingiram o topo do Everest e cerca de 240 pessoas morreram em suas encostas.


'Foi a melhor sensação', diz japonês que escalou Everest

O recorde de Yuichiro Miura, 80 anos, pode durar pouco porque o nepalês Min Bahadur Sherchan, 81, planeja subir o monte neste fim de semana



Foto reprodução Revista Alternativa
'Foi a melhor sensação', diz japonês que escalou Everest
O recorde de Yuichiro Miura, 80 anos, pode durar pouco porque o nepalês Min Bahadur Sherchan, 81, planeja subir o monte neste fim de semana

Katmandu, 24/mai - Um alpinista japonês de 80 anos, que já passou por quatro cirurgias cardíacas, alcançou o topo do Monte Everest na quinta-feira, tornando-se a pessoa mais velha a conquistar a montanha mais alta do mundo. Yuichiro Miura, que tomou a rota sudeste aberta por sir Edmund Hillary e Tenzing Norgay há 60 anos, alcançou o cume da montanha de 8.848 metros por volta das 12h15 (horário de Tóquio). Ele estava acompanhado por três outros japoneses, incluindo seu filho, e seis sherpas nepaleses.

"Esta é a melhor sensação do mundo", disse ele aos membros da família e simpatizantes reunidos em Tóquio, falando do cume por telefone via satélite.

"Eu nunca pensei que iria chegar ao cume do Everest com a idade de 80 anos. É o melhor sentimento chegar aqui, mas agora estou completamente exausto."

Miura, que escalou o Everest pela primeira vez em 2003 e repetiu o feito cinco anos mais tarde, toma o recorde de homem mais velho a subir a montanha que pertencia ao nepalês Min Bahadur Sherchan, que atingiu o cume aos 76 anos, em 2008.

"O recorde não é tão importante para mim", disse Miura à Reuters em abril, antes de rumar para o Everest. "O importante é chegar ao topo."

Sua subida foi acompanhada de perto no Japão, com telefonemas e envio diário de fotografias da aventura, incluindo uma noite em que ele e seus companheiros alpinistas beberam chá verde japonês e comeram sushi enrolado à mão em sua barraca no alto da montanha.

Aventureiro de destaque, Miura desceu o Everest de esquis a partir do colo sul, em 1970, uma façanha que se tornou tema de um documentário. Ele já esquiou abaixo as montanhas mais altas de cada um dos sete continentes, seguindo a tradição de seu pai Keizo, que esquiou abaixo o Mont Blanc aos 99 anos.

Ele treinou para a escalada do Everest por meio de caminhadas em Tóquio carregando pesos e corridas em uma esteira dentro de uma sala especial com pouco oxigênio em sua casa.

Cerca de 4 mil alpinistas chegaram ao cume do Everest desde a subida pioneira em maio de 1953. Cerca de 240 pessoas perderam a vida em suas encostas.

O recorde de Miura pode durar pouco tempo. O nepalês Min Bahadur Sherchan, de 81 anos, planeja começar a subir o Everest no fim de semana.




Como se escala o Monte Everest?
Subir a montanha mais alta do mundo é mais fácil do que se pode imaginar.

Foto: Divulgação
Subir a montanha mais alta do mundo é mais fácil do que se pode imaginar. Desde 1953, pelo menos 1.300 pessoas já pisaram no cume do Everest, no Nepal. O número é bastante elevado se levarmos em conta, além do perigo da aventura, os custos da operação – de R$ 120 mil a R$ 300 mil. Isso ocorre porque a montanha vem ganhando uma estrutura turística, como se fosse um lugar qualquer para a prática de esportes radicais. Mas o Everest está longe de ser uma DisneyWorld radical. O frio, que pode chegar a 70ºC negativos, e o ar rarefeito continuam lá. Perto do topo, existe só 30% do oxigênio que há no litoral. Isso deixa o corpo em pane: os músculos perdem força, o cérebro não consegue somar dois mais dois e o pulmão corre o perigo de sofrer um edema –encher-se de líquido. Mesmo com esses riscos, sem contar avalanches, o Everest é bem mais acessível agora do que há meio século, quando foi vencido pela primeira vez.

Mais da metade das escaladas foram feitas só nos últimos sete anos. O que mudou? “Hoje há expedições comerciais, que vendem vagas a pessoas inexperientes. Não fossem elas, seria impossível tanta gente ter chegado ao topo”, diz o alpinista Waldemar Niclevicz, um dos primeiros brasileiros a alcançar o cume do Everest, em 1995. Essas expedições são uma mão na roda para aventureiros neófitos. Alguns milhares de dólares bastam para que o cidadão tenha uma boa chance de voltar para casa cheio de histórias. O montanhista de primeira viagem pode contar com guias nativos, que conhecem cada buraco da montanha e cuidam do trabalho pesado. Veja um caso. Para aliviar os efeitos da falta de ar, o grosso dos alpinistas carrega quilos de garrafas de oxigênio nas partes mais altas. Obviamente, novatos precisam de mais garrafas que os acostumados a grandes altitudes. E aí entram os carregadores: bem pagos, eles levam oxigênio extra à vontade para seus clientes.

Essa mãozinha pode ser a diferença entre chegar ou não ao cume. Outra coisa que ajuda é a organização do Parque Nacional Sagarmatha, onde fica o Everest: ela cobra para instalar escadas, pontes e cordas nas partes iniciais da escalada. Mas um bolso recheado não basta para uma jornada suave rumo ao topo do Everest: nos últimos dez anos, 58 pessoas pagaram a aventura com a vida.

Devagar se vai longe
Subida do monte Everest exige longas pausas

SONO NO INFERNO
Do acampamento 2 para cima, a situação complica de vez. Os menos experientes já começam a usar tanques de oxigênio, e o terreno, com longos trechos inclinados, fica mais desafiador. Para acostumar o corpo aos 7 500 metros do acampamento 3, os alpinistas dormem algumas noites lá, mas não seguidamente. Todo dia eles voltam para o base, já que é impossível relaxar a essa altitude

MORTE SÚBITA
Das 175 pessoas que morreram no Everest até o ano passado, cerca de um terço foi vítima de avalanches. Boa parte do restante morreu durante violentas tempestades de neve, que fazem a temperatura cair para menos de 70º C negativos. Uma tormenta que pegue o alpinista longe dos acampamentos costuma ser fatal. Há cerca de 120 corpos na montanha

NO TOPO DO MUNDO
A subida final, de 12 horas, acaba por volta do meio-dia. São poucos minutos no pico, para chegar ao acampamento 4 ainda de dia e dormir. Antes da volta à base, há uma escala no 2.

ÚLTIMA PARADA
A expedição para montar o acampamento 4 sai da base. São seis horas até o acampamento 2 e mais seis até o 3, com poucas horas de sono depois de cada escalada. Na rota para o 4, quase todos usam máscaras de oxigênio. O último acampamento é feito só para que os alpinistas descansem antes de tentar o cume.

CAMINHO PREPARADO
Com o acampamento 1 pronto, os alpinistas abrem caminho até o acampamento 2. Passam algumas semanas no 2 para se acostumarem ao ar ainda mais rarefeito e vão montando o 3. Às vezes, voltam para o conforto do base. Com a rota agora equipada por escadas e cordas, são apenas 6 horas para subir de volta

QUARTEL-GENERAL
Acompanhados por guias nativos, os alpinistas passam mais ou menos dez dias no acampamento base para se habituar ao ar rarefeito –com 50% menos oxigênio que ao nível do mar. Então escalam alguns metros, instalam escadas nas fendas do gelo e voltam. Dia após dia, o acampamento 1 é montado

COMEÇO TRANQUILO

As expedições chegam ao ponto inicial da escalada de helicóptero ou avião. De lá caminham 75 km até o acampamento base. Nos oito dias de trilha, os alpinistas dormem em pousadas. Iaques levam os equipamentos e a comida. Ao longo do caminho, o corpo começa se acostumar à falta de oxigênio


Outros picos dos alpinistas / Algumas dasmontanhas mais difíceis do planeta

K2

A segunda maior do mundo

Local: Himalaia, entre China, Índia e Paquistão

Altitude: 8 611 m

Conquista: 1954, pelos italianos Achille Compagnoni e Lino Lacedelli


Aconcágua

A mais alta do hemisfério ocidental

Local: Cordilheira dos Andes, na Argentina

Altitude: 6 959 m

Conquista: 1897, pelo suíço Matthias Zurbriggen


McKinley

A mais alta da América do Norte

Local: Alasca, Estados Unidos

Altitude: 6 194 m
Conquista: 1913, pelos norte-americanos Hudson Stuck e Harry Karstens




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