Volta e meia, o noticiário japonês fala sobre protestos, principalmente vindos da Ásia, na ocasião em que parlamentares japoneses visitam o santuário xintoista Yasukuni, em Tokyo. Para comprennder melhor o assunto, seria recomendável, visitar páginas da história do Japão, as colônias e as guerras. Fizemos um pequeno resumo, para que possamos entender um pouco melhor o noticiário da TV japonesa nos dias de hoje.
NHK world news publicou no dia 27 de Dezembro de 2013
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| Foto: divulgação |
Primeiro-ministro do Japão explica razão de sua visita a polêmico santuário
O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe disse ter visitado o santuário Yasukuni para prestar suas homenagens àqueles que morreram pelo país e para renovar o compromisso de fazer com que o Japão não se engaje novamente em guerras.
O santuário xintoísta homenageia os japoneses mortos em conflitos, incluindo líderes políticos e militares condenados por crimes de guerra na Segunda Guerra Mundial.
Abe conversou com a imprensa após visitar o local, na quinta-feira, tendo completado exatamente um ano à frente de seu cargo. Ele disse também que visitou o santuário Chinreisha, que se localiza dentro do complexo de Yasukuni.
Para Shinzo Abe, o santuário Yasukuni é dedicado a todos aqueles que perderam a vida em campos de batalha, incluindo pessoas de outros países que não são homenageadas no santuário principal.
Segundo ele, trata-se de uma atitude comum de líderes do mundo todo, ou seja, orar pela alma daqueles que morreram lutando em guerras e deixaram seus entes queridos para trás.
O premiê afirmou que vai continuar se esforçando para que os demais países compreendam que sua visita a Yasukuni não possui outro significado.
Esta é a primeira visita de Shinzo Abe ao santuário na condição de primeiro-ministro. Trata-se ainda da primeira visita ao local por um premiê no exercício do cargo desde Junichiro Koizumi, que, em 2006, esteve em Yasukuni no dia 15 de agosto, data em que se comemora o fim da Segunda Guerra Mundial no Japão.
Na quinta-feira, em Tóquio, Cheng transmitiu ao vice-chanceler japonês Akitaka Saiki que o ato de Abe representa um sério desafio à comunidade internacional.
O embaixador chinês disse que a visita do premiê japonês ao santuário xintoísta fere os sentimentos das pessoas em países asiáticos como a China, que sofreram com o militarismo e o domínio colonial do Japão.
Saiki, por sua vez, reiterou que Shinzo Abe expressou sua resolução de criar uma era na qual as pessoas não voltarão a sofrer com os horrores da guerra.
O vice-chanceler japonês pediu que a China não encare a visita em questão como um problema político e diplomático, e que reaja de maneira serena.
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| Foto: reprodução NHK world news |
O santuário xintoísta homenageia os japoneses mortos em conflitos, incluindo líderes políticos e militares condenados por crimes de guerra na Segunda Guerra Mundial.
Abe conversou com a imprensa após visitar o local, na quinta-feira, tendo completado exatamente um ano à frente de seu cargo. Ele disse também que visitou o santuário Chinreisha, que se localiza dentro do complexo de Yasukuni.
Para Shinzo Abe, o santuário Yasukuni é dedicado a todos aqueles que perderam a vida em campos de batalha, incluindo pessoas de outros países que não são homenageadas no santuário principal.
Segundo ele, trata-se de uma atitude comum de líderes do mundo todo, ou seja, orar pela alma daqueles que morreram lutando em guerras e deixaram seus entes queridos para trás.
O premiê afirmou que vai continuar se esforçando para que os demais países compreendam que sua visita a Yasukuni não possui outro significado.
Esta é a primeira visita de Shinzo Abe ao santuário na condição de primeiro-ministro. Trata-se ainda da primeira visita ao local por um premiê no exercício do cargo desde Junichiro Koizumi, que, em 2006, esteve em Yasukuni no dia 15 de agosto, data em que se comemora o fim da Segunda Guerra Mundial no Japão.
Embaixador da China protesta contra visita de Abe a Yasukuni
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| Foto: reprodução NHK world news |
O embaixador da China para o Japão Cheng Yonghua protestou contra a visita do primeiro-ministro japonês Shinzo Abe ao polêmico santuário Yasukuni, que é relacionado à guerra.
Na quinta-feira, em Tóquio, Cheng transmitiu ao vice-chanceler japonês Akitaka Saiki que o ato de Abe representa um sério desafio à comunidade internacional.
O embaixador chinês disse que a visita do premiê japonês ao santuário xintoísta fere os sentimentos das pessoas em países asiáticos como a China, que sofreram com o militarismo e o domínio colonial do Japão.
Saiki, por sua vez, reiterou que Shinzo Abe expressou sua resolução de criar uma era na qual as pessoas não voltarão a sofrer com os horrores da guerra.
O vice-chanceler japonês pediu que a China não encare a visita em questão como um problema político e diplomático, e que reaja de maneira serena.
O que é o santuário Yasukuni?
Foto: divulgação
Após a derrota dos japoneses na Segunda Guerra Mundial, em setembro de 1945, as autoridades da ocupacão aliada ordenaram que Yasukuni optasse por se converter em uma instituição não-religiosa dependente de governo ou bem mantivesse seu caráter religioso desvinculado do Estado. Yasukuni elegeu a segunda opção. Desde então, seu financiamento é totalmente privado.
Até o mês de outubro de 2004, o Livro das Almas continha uma lista com nomes de 2 466 532 soldados japoneses e coloniais (27 863 coreanos e 21 181 taiwaneses) mortos em conflitos bélicos.
O local também é um ponto turístico e atrai cerca de 8 milhões de pessoas por ano, especialmente em datas memoriais como 11 de Fevereiro (Dia Fundação do Japão) e 15 de agosto, aniversário da rendição, onde milhares de pombas brancas são soltas em manifesto pela paz, além dos crisântemos, colocados em um altar pelos parentes de pessoas que morreram durante a Segunda Guerra Mundial.
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| Foto: divulgação |
A bandeira, conhecida em japonês como Kyokujitsu-ki, foi adotada pela primeira vez como bandeira naval em 7 de outubro de 1889, e foi usada até o final da Segunda Guerra Mundial em 1945. Foi re-adotada em 30 de junho de 1954, e hoje é usada como bandeira naval da Força Marítima de Autodefesa do Japão (JMSDF).
Essa bandeira foi usada como uma bandeira de guerra. Nos países asiáticos vizinhos que foram ocupados pelo Japão (coreanos, chineses e todos que foram massacrados e violados pelo exército japonês na época) olham a bandeira com uma conotação negativa,
Qual o significado da polêmica deste Santuário?
O santuário traz símbolos evidentes do nacionalismo japonês: há placas que se referem a figuras como Hideki Tojo, primeiro-ministro japonês na época da Segunda Guerra Mundial, como “mártires erroneamente acusados pelas forças aliadas”
O museu Yushukan contribui para a controvérsia por apresentar uma visão muito positiva da história da guerra, vendendo guerras do Japão, como as guerras de auto-defesa e para a libertação da Ásia..
A reputação negativa do santuário de Yasukuni aumentou após a inclusão em segredo, em 1978, dos nomes de 14 criminosos de guerra (inclusive Hideki Tojo) condenados pelos aliados após a Segunda Guerra Mundial aos nomes dos 2,5 milhões de soldados caídos pelo Japão.
Embora, o Santuário seja para recordar e homenagear os mortos, ela traz também à tona, lembranças amargas da época do Japão militarista, as quais deixaram feridas que custam a cicatrizar em seus países vizinhos. Devido a estas feridas ainda abertas, visitas de altos cargos políticos ao santuário têm causado protestos internos e externos da China, Coreia do Norte, Coreia do Sul e Taiwan desde 1985.
Visita ao Santuário pelo Primeiro Ministro (na época) e Imperador
As mágoas históricas são tão profundas, que ainda existem problemas quando Primeiros Ministros visitam o Santuário Yasukuni. O santuário serve como um símbolo do colonialismo e do nacionalismo japonês, e as visitas de primeiros-ministros japoneses a Yasukuni faz lembrar a estes países asiáticos que o Japão tem sido lento para pedir desculpas pelas atrocidades cometidas durante a guerra e publicar livros escolares que dão uma história equilibrada da guerra.
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| Primeiro ministro (na época) Koizumi Junichiro Foto: divulgação |
Junichiro Koizumi que se tornou Primeiro Ministro Japonês, até 2006 e visitou por duas vezes o templo na qualidade de chefe do Governo. Suas visitas provocaram fortes críticas da China e da Coréia do Sul, países que no século passado sofreram os efeitos do nacionalismo japonês.
A última vez que o Imperador Hirohito visitou o templo foi em 1978. A partir daí ele se recusou a visitar o templo até a sua morte em 1989. Ele contou, um ano antes de morrer, que o principal motivo de não voltar ao santuário era por não aceitar a homenagem feita aos criminosos de guerra.Seu filho Akihito, atual Imperador do Japão, jamais pisou no Santuário.
Algumas imagens do Santuário Yasukuni
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| Edifício principal Foto: divulgação |
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| Memorial para a Polícia Militar, kenpeitai, que era famoso por seu papel na supressão da oposição politicial e movimentos de independência nas colônias, sobretudo na Coréia. Foto: divulgação |

Memorial para as pombas militares
Foto: divulgação
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| Memorial para os cães militares Foto: divulgação |
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| Foto: divulgação memorial para os da esposa e filhos de soldados mortos. |
Foto:divulgação













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