Divulgação: NHK World News | Atualizado às 05:45, 2 de abril (Hora do Japão)
Uma comissão interna do Instituto Riken, do Japão, concluiu que uma pesquisadora responsável por estudos de alta repercussão sobre um novo tipo de célula-tronco teve conduta imprópria na pesquisa. Segundo a comissão, o caso abrange informações falsas e adulteração de imagens.
A comissão divulgou terça-feira o resultado da investigação que realizou a respeito de alegações relacionadas com o documento de pesquisa de autoria de Haruko Obokata e outros pesquisadores sobre as chamadas células Stap.
A cientista e seus colegas anunciaram ter tido êxito na criação de um método rápido para transformação de células de camundongos em células-tronco versáteis. Denominaram o processo de "pluripotência adquirida por estímulos" - com a sigla Stap.
De acordo com o relatório do Instituto Riken, o documento de pesquisa apresenta fotos extremamente semelhantes a outras que foram utilizadas na tese de doutorado de Obokata para supostamente oferecer "comprovação crucial" de que as células Stap possam crescer em qualquer tipo de tecido. A conclusão da comissão é de que sejam informações falsas.
Além disso, o relatório diz que houve "adulteração de imagens de fragmentos de DNA" e que partes das imagens foram copiadas e coladas.
A pesquisadora Haruko Obokata afirma que apelará do resultado da investigação. Ela explica em nota que considera "totalmente inaceitável" a conclusão anunciada pela comissão de que tenha havido adulteração e falsificação em duas partes dos estudos realizados por sua equipe.

Nenhum comentário:
Postar um comentário