Divulgação: Asia Comentada | 28 de maio de 2014
Por Paulo Yokota
Um artigo publicado por Alex Morales no site da Bloomberg informa que foram observados em Londres os mais elevados níveis de dióxido de azoto, os mais altos da Europa, pior que o de Pequim. Ele decorre do aumento do uso do diesel. A União Europeia, para combater a mudança climática, favoreceu o uso do diesel e para entrar em Londres os motoristas pagam menos quando usam este combustível que também está disseminado nos transportes coletivos. Segundo declarações de Simon Birkett, fundador da Clean Air, um grupo sem finalidade lucrativa, as autoridades sabiam que o diesel estava produzindo estes poluentes nocivos há mais de 10 anos.
As minúsculas partículas chamadas PM2.5S mataram 3.389 pessoas em Londres em 2010, segundo uma agência governamental de saúde pública da Inglaterra, numa declaração feita em abril. Como o dióxido de azoto, ou NC2, ele vem da combustão do diesel. Como os poluentes são encontrados juntos, é difícil identificar mortes atribuíveis apenas a NO2, segundo Jeremy Langrish, professor clínico em cardiologia da Universidade de Edimburgo. Muitas mortes por doenças cardiovasculares, como cardíacos ou derrames, estão associadas a problemas respiratórios como a asma.

A Organização Mundial da Saúde afirma que o NO2 pode inflamar as vias respiratórias e agravar bronquites das crianças. Não é somente Londres, mas os limites de NO2 em 2012 nas capitais europeias como Paris, Roma, Atenas, Madrid, Bruxelas e Berlim também excederam os tetos recomendados. Os piores lugares entre 1.513 estações observadas estavam Stuttgard e Londres.
O ar de Londres tem melhorado. Em 1952, no chamado Grande Smog, matou 4.000 pessoas. Os londrinos não podiam ver seus pés por causa de uma sufocante fumaça causada quando o ar frio prendeu as emissões industriais e fumaças do carvão mineral. Isto levou a aprovação da lei do ar limpo de 1956, antes dos Estados Unidos.
A União Europeia aumentou o uso do diesel para reduzir a emissão de CO2, mas acabou criando outro problema. Há quinze anos, a quantidade de veículos à diesel era de 10% e hoje é de metade. O que está se recomendando é que se usem mais bicicletas, pois na média 56 por cento das viagens na Grã-Bretanha são de menos de cinco quilômetros.
Na realidade, muitas pessoas no mundo estão conscientes dos danos causados pelo CO2 no aquecimento global, mas existem muitas partículas danosas que também acabam provocando outros problemas de saúde. Há que se considerar todo o conjunto dos poluentes que afetam a vida saudável de todos.
O que se observa é que no Brasil poucos são os acompanhamentos sobre as poluições que estão sendo estudadas e acompanhadas de forma sistemática. Durante os invernos, nas cidades como São Paulo, notam-se aumentos de doenças respiratórias, mas ainda não existe a consciência que eles estão prejudicando principalmente as crianças. Parece que há necessidade que esses problemas sejam discutidos, antes que seja tarde demais.
Por Paulo Yokota
Um artigo publicado por Alex Morales no site da Bloomberg informa que foram observados em Londres os mais elevados níveis de dióxido de azoto, os mais altos da Europa, pior que o de Pequim. Ele decorre do aumento do uso do diesel. A União Europeia, para combater a mudança climática, favoreceu o uso do diesel e para entrar em Londres os motoristas pagam menos quando usam este combustível que também está disseminado nos transportes coletivos. Segundo declarações de Simon Birkett, fundador da Clean Air, um grupo sem finalidade lucrativa, as autoridades sabiam que o diesel estava produzindo estes poluentes nocivos há mais de 10 anos.
As minúsculas partículas chamadas PM2.5S mataram 3.389 pessoas em Londres em 2010, segundo uma agência governamental de saúde pública da Inglaterra, numa declaração feita em abril. Como o dióxido de azoto, ou NC2, ele vem da combustão do diesel. Como os poluentes são encontrados juntos, é difícil identificar mortes atribuíveis apenas a NO2, segundo Jeremy Langrish, professor clínico em cardiologia da Universidade de Edimburgo. Muitas mortes por doenças cardiovasculares, como cardíacos ou derrames, estão associadas a problemas respiratórios como a asma.

Friends at the top of Primrose Hill in London on April 3, 2014. A combination of local emissions, light winds and pollution from continental Europe, compounded with dust blown from the Sahara, has prompted health warnings about poor air quality across southern and central England.
Photographer: Adrian Dennis/AFP via Getty Images
O ar de Londres tem melhorado. Em 1952, no chamado Grande Smog, matou 4.000 pessoas. Os londrinos não podiam ver seus pés por causa de uma sufocante fumaça causada quando o ar frio prendeu as emissões industriais e fumaças do carvão mineral. Isto levou a aprovação da lei do ar limpo de 1956, antes dos Estados Unidos.
A União Europeia aumentou o uso do diesel para reduzir a emissão de CO2, mas acabou criando outro problema. Há quinze anos, a quantidade de veículos à diesel era de 10% e hoje é de metade. O que está se recomendando é que se usem mais bicicletas, pois na média 56 por cento das viagens na Grã-Bretanha são de menos de cinco quilômetros.
Na realidade, muitas pessoas no mundo estão conscientes dos danos causados pelo CO2 no aquecimento global, mas existem muitas partículas danosas que também acabam provocando outros problemas de saúde. Há que se considerar todo o conjunto dos poluentes que afetam a vida saudável de todos.
O que se observa é que no Brasil poucos são os acompanhamentos sobre as poluições que estão sendo estudadas e acompanhadas de forma sistemática. Durante os invernos, nas cidades como São Paulo, notam-se aumentos de doenças respiratórias, mas ainda não existe a consciência que eles estão prejudicando principalmente as crianças. Parece que há necessidade que esses problemas sejam discutidos, antes que seja tarde demais.
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