Páginas

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Comida para Fadiga e Doenças Ocupacionais...e para precaver-se das mesmas

30 de Abril de 2012


Uma boa noite de sono e descanso ajuda a impulsionar a saúde do trabalhador. 
Pesquisas mostram que falta de bem dormir aumenta riscos de diabetes e obesidade.
Doença ocupacional: consultei wikipédia  
Segurança, saúde e qualidade de vida ocupacional: consultei wikipédia


É o que estresse laboral traz sequelas nocivas para o trabalhador, em forma de moléstias físicas e emocionais como alterações cárdio-respiratório-digetivas, transtornos do sono, desmotivação e alheamento – que podem levar à morte. No Japão, a palavra 'karou-shi' define isso: karou=excesso de trabalho, e shi=morte. 'Karou-shi' é um acontecimento fatal por sobre-esforço, considerada uma doença relacionada ao trabalho e ao estresse ocupacional, frequentemente associado a longos períodos de horas trabalhadas. Antes de atingir tal extremo, é provável que a pessoa já esteja sofrendo o que lá chamam 'kakure hirou' – fadiga físico-mental oculta. Tal fadiga pode ser exacerbada por problema comum em muitas ocupações: trabalhadores se sentem subvalorizados ou totalmente desprezados pelo que fazem. É o caso de donas de casa atribuladas com afazeres e filhos pequenos: sem poder contar com ajuda extra nem incentivos, desenvolvem cansaço e desmotivação inexplicáveis que levam a alheamento e tristeza profunda.
O programa Asaichi / Morning Market da TV japonesa NHK debateu, no dia 25 de abril, as causas do 'hirou' e como é possível se recuperar dessa fadiga, para além de exercícios físicos de aptidão, relaxamento ou alongamentos. Pesquisadores em Tóquio estudaram os efeitos de uma enzima proteica que combate o fator fadiga (FF) que provoca cansaço, desmotivação e embotamento entre donas de casa japonesas. É o FFR (sigla em inglês para fator de recuperação da fadiga)  imidazole dipeptide  – fortemente presente, entre outros, na carne do peito de frango, mais concentrado no sasami, o filé mignon, parte interna do peito de frango. Na verdade, aves que voam apresentam maior concentração dessa enzima, pois o fato de movimentar as asas e os músculos peitorais incentivaria a produção do imidazole. Para tornar o peito de frango mais úmido e saboroso, chefs apresentaram diversas receitas. O segredo é passar o filé, já temperado, em farinha de trigo ou polvilho de maisena antes de fritar, grelhar ou cozer. O imidazole dipeptide é realçado se o filé do peito for cozido em ensopados, molhos, picadinhos, curry rice, strogonoff etc.. Para tirar o cheiro de frango, a dica é marinar os filés em caldo de limão e jogar em água fervente por uns dois minutos, antes do preparo. Seguindo a dieta do peito de frango, pessoas com esgotamento físico-mental recuperaram a alegria de viver em uma semana!
Bem faziam nossas avós no interior paulista: quando alguém caía de gripe ou convalescia de doença, elas caprichavam num bom caldinho de galinha e legumes, acrescido de arroz cozido ou udon, macarrãozinho, cappelletti – para levantar até defunto, diziam. As casas tinham seu poleiro no fundo de amplos quintais, galinhas ciscavam alegremente na área com seu séquito de galo e pintainhos. Estes logo viravam graciosos frangos e frangas, até recebiam nomes, adotados que eram como aves de estimação pelas crianças da família. Canja, sopa, brodo, minestra, okayu, zohsui – cada família tinha a sua receita de caldo de galinha, com sotaque caipira e tempero português, espanhol, italiano, ou japonês, para os dias de frio ou para convalescença de seus doentes. “Gallina vecchia fa buon brodo”, diziam sábias mammas de vizinhas famílias de imigrantes italianos. Mães japonesas muito aprenderam com elas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário