Asia Comentada | Paulo Yokota | 5 de julho de 2011
Esta tecnologia, segundo o jornal Nikkei, já estará funcionando nos próximos meses, neste verão japonês ou mais tardar na próxima primavera, e consiste na colocação de muitos equipamentos que chamam de sensíveis “strainmeters” (algo como tubos que medem as pressões exercidas pelas aproximações das placas), que são tubos de 15 centímetros de diâmetro. Parece que são feitas diversas perfurações nas regiões de encontro das placas, que detectam antecipadamente os movimentos delas diante das pressões que estão sofrendo.
Estes equipamentos serão colocados nas perfurações feitas a cada 100 a 800 metros, dependendo dos riscos envolvidos pelos encontros das placas. Existe o que chamam de “preslips” (algo como lábios antecipados) nas regiões destes encontros que são críticas e propensas aos terremotos, e que antecipam as pressões antes dos terremotos.
O conjunto das informações coletadas nos diversos pontos, pelas pressões exercidas pelas rochas, será analisado e as previsões serão transmitidas para a população, com maior tempo de antecipação.
Isto vem mostrando que os cientistas japoneses, diante de futuros e possíveis acidentes de monta, estão aperfeiçoando os sistemas de antecipações que poderão ser úteis nas regiões críticas do Japão como no exterior, onde os encontros de muitas placas provocam terríveis terremotos. Deve-se alertar que este é um tipo de terremoto como o que ocorreu no Nordeste do Japão, existindo, lamentavelmente, outros como o que afetou a região de Kobe, que ocorrem “intraplacas”, ou seja, decorrem de espécies de vulcões que expelem as pressões que acontecem no magma, consideradas mais perigosas, por provocarem solavancos e não tremores laterais.
Certamente, estes avanços dos conhecimentos científicos, com uma cooperação internacional mais intensa, podem reduzir as vítimas dos desastres naturais, que não dependem dos seres humanos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário