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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Pneumonia Mycoplasma / Mycoplasma pneumoniae (Mycoplasma Haien)

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Wikipédia a Enciclopédia Livre

Por autor do Blog:
IMPORTANTE: Somente um médico pode diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios.
As informações disponíveis em Dicas de Saúde possuem apenas caráter educativo.
As informações aqui contidas não deverão, de forma alguma, ser utilizadas como substituto para o diagnóstico médico ou tratamento de qualquer doença sem antes consultar um médico.

Mycoplasma pneumoniae pneumonia
O que é a pneumonia por mycoplasma?
É uma doença epidêmica e endêmica, com predileção pelo outono e início do inverno, causada por micoplasmas. Muitas vezes confundida com um simples resfriado, principalmente nas crianças e jovens, o diagnóstico precoce ajuda na rápida recuperação não levando a doenças mais graves e internação.
Mycoplasma pneumoniae é uma das menores bactérias conhecidas pelo ser humano. É causadora da pneumonia por Mycoplasma, um tipo de pneumonia bacteriana. Este micro-organismo pode apenas sobreviver como parasita em outras células.
Essa espécie de micoplasma, bactéria micoplasma foi o primeiro ser vivo a ter todos os seus processos bioquímicos detalhados, inclusive o conjunto de proteínas, os genes ativos e a cadeia de reações químicas.

Parede celular
Este tipo de bactéria não possui parede celular de glicopeptídeos, como todas as outras da classe Mollicutes. Como alternativa, possui uma membrana celular de esterol, da mesma forma que as células eucarióticas. O esterol é obtido a partir de substâncias do hospedeiro, acumuladas em simples estruturas. Como não tem parede celular, estes organismos são resistentes aos efeitos da penicilina e outros antibióticos beta-lactâmicos que atuam destruindo a parede celular bacteriana.

Genoma
M. pneumoniae possui um dos menores genomas que se conhecem, com 816 mil pares de bases. O seu genoma e proteoma foram já completamente caracterizados. Utiliza um código genético único, mais próximo ao de uma mitocôndria do que ao das bactérias. Por causa desse fato diz-se que possui um genoma degenerado. Não possui a maquinaria celular para fabricar alguns componentes essenciais, incluindo novas purinas e pirimidinas. Também não possuiciclo de Krebs. A sua cadeia respiratória é incompleta. Por causa disso, é um parasita obrigatório e nunca é encontrado em forma livre.


Como é transmitido a pneumonia por micoplasma?
Qualquer pessoa em contato com uma secreção (como catarro, saliva) (inalação de gotículas no ar) de vias respiratórias de uma pessoa infectada corre riscos de contratação do organismo micoplasma.


Por ABC da Saúde

Dentre as doenças que o Mycoplasma pneumoniae pode causar estão:

BRONQUITE AGUDA e BRONQUIECTASIA


BRONQUITE AGUDA

O que é?
É uma inflamação da árvore brônquica, geralmente associada com uma infecção respiratória generalizada. A árvore brônquica é composta por tubos (brônquios) que carregam o ar para dentro dos pulmões. Quando esses tubos estão com alguma infecção ficam edemaciados (inchados) e produzem muco (catarro) espesso. Isto pode tornar a respiração difícil.

A bronquite aguda é uma doença respiratória aguda, com tosse intensa e prolongada, que persiste por mais tempo após o desaparecimento dos outros sintomas respiratórios. A doença pode tornar a árvore brônquica mais sensível ao ar frio e a poluentes como a fumaça do cigarro, fazendo com que o indivíduo tenha tosse intensa quando se defronta com tais situações.

Como se adquire?
Esta é uma doença que ocorre mais comumente durante os meses de inverno. Ela é quase sempre causada por viroses que atacam a mucosa (camada interna) dos brônquios, causando a infecção. Na maioria das vezes, as mesmas viroses que causam resfriados, causam a bronquite aguda.

Dentre os vírus respiratórios que podem estar envolvidos, podemos citar os 


Adenovírus
Vírus influenza
Coronavírus
Rinovírus

Dentre as bactérias que podem causar uma bronquite aguda estão a 


Chlamydia pneumoniae
Bordetella pertussis
Mycoplasma pneumoniae

Por vezes, bactérias como o Hemophilus influenzae e o Pneumococo podem também invadir, secundariamente, a árvore brônquica numa bronquite aguda. Fungos raramente são os causadores de tal doença.

As viroses que causam bronquite aguda espalham-se pelo ar. Se o indivíduo sadio respirar o ar contaminado por vírus deixado pela tosse de um doente, poderá adquirir a doença. Isso também poderá acontecer se tocarmos com a mão numa superfície contaminada por vírus e, após, a levarmos até o nariz ou a boca. A superfície contaminada pode ser a mão de um indivíduo doente ou um objeto tocado por ele.

O que se sente?
A manifestação mais proeminente da bronquite aguda é a tosse. Às vezes, ela pode durar várias semanas ou meses. Isto ocorre quando a mucosa da árvore brônquica demora a se recuperar. Entretanto, a tosse que não vai embora pode ser o sinal de um outro problema – asma ou pneumonia, por exemplo. Nestas situações, a consulta com um médico torna-se imperiosa.

Na bronquite aguda, a tosse costuma ser não-produtiva (seca) no início. Mas, depois, torna-se produtiva – com escarro denso como uma goma. Mais adiante, no curso da doença, o escarro pode ficar purulento – amarelado ou esverdeado.

Além da tosse, o indivíduo afetado poderá ter dor torácica ou desconforto junto ao osso do peito ao tossir ou respirar. Também poderá ou não apresentar febre durante.

Como o médico faz o diagnóstico?
Examinando o paciente, o médico poderá notar roncos e outras alterações na ausculta do tórax com o estetoscópio (aparelho para ouvir os murmúrios respiratórios dos pulmões). Essas alterações são compatíveis com pneumonia.

No entanto, o médico poderá solicitar uma radiografia do tórax e, ao notar que não aparece opacidade nos pulmões, concluirá que não se trata de uma pneumonia. Portanto, o diagnóstico é feito baseado nos achados do paciente e a radiografia de tórax serve para afastar a possibilidade de uma pneumonia.

Para a identificação do germe envolvido na bronquite aguda, em alguns casos, o médico solicitará o exame do escarro que poderá ser importante para o sucesso no tratamento.

Além disso, existem outros exames que auxiliam os médicos a identificar a presença de vírus no sangue da pessoa doente.

Como se trata?
A maioria dos casos de bronquite aguda resolve-se por si própria no decorrer de poucos dias ou numa semana. Sendo uma doença causada geralmente por vírus, antibióticos (medicamentos que combatem bactérias) normalmente não ajudam. Eles também não aliviam a tosse, nem encurtam o tempo da doença – salvo, é claro, nos casos onde há uma bactéria envolvida.

Na maioria das vezes, devem ser adotadas apenas medidas para o alívio da tosse. Para isso, podem ser utilizados mucolíticos que são medicamentos que facilitam a expectoração do muco produzido pela doença. Esses mucolíticos podem ser utilizados através de xaropes, comprimidos (efervescentes ou não), pó dissolvido em água ou soluções para colocar em nebulizadores.

Caso o resultado do exame do escarro seja sugestivo de infecção secundária por bactérias, o médico deverá instituir o uso de antibióticos direcionados contra o Pneumococo e o Hemophilus influenzae.

Também é importante lembrar que a cessação do fumo torna a cura mais rápida.

Ainda em relação ao tratamento, o uso de broncodilatadores (os mesmos usados em casos de asma) através de nebulizadores pode ser útil no alívio do desconforto respiratório que eventualmente surja no curso da enfermidade.

Sedativos da tosse poderão ser utilizados se o médico que assiste o paciente julgar conveniente. A pessoa nunca deve se automedicar, pois correrá o risco de agravar sua situação clínica.

Como se previne?
A cessação do fumo é importante, pois ele torna a mucosa dos brônquios mais suscetível à ação danosa dos vírus.

Lavar as mãos freqüentemente também ajuda na prevenção, já que a contaminação pode ocorrer através do contato entre as pessoas. Tapar a boca e o nariz ao tossir ou espirrar também são medidas simples para diminuir o contágio por vírus entre as pessoas.

BRONQUIECTASIA

O que é?
É o alargamento ou distorção dos brônquios. Os brônquios são tubos por onde o ar entra e sai dos pulmões. Dentro de cada pulmão, eles vão se ramificando como galhos de árvore, formando a árvore brônquica.

Na árvore brônquica normal, à medida que se dirigem à periferia dos pulmões, eles vão se dividindo e afilando. Quando não ocorre esta diminuição de calibre ou, ao contrário, o calibre aumenta, dizemos que existe bronquiectasia.

Esta distorção irreversível dos brônquios decorre da destruição do componente elástico que compõe a parede destes.

A bronquiectasia, antes da existência dos antibióticos, foi uma doença bastante comum. Com o surgimento dos antibióticos e das campanhas de vacinação (contra o sarampo, coqueluche e tuberculose), ela tornou-se menos comum em virtude do melhor tratamento e prevenção das infecções respiratórias, respectivamente.

Além dos microorganismos citados acima, vírus como o adenovírus tem potencial para gerar bronquiectasias. Bactérias destrutivas como o Staphylococcus aureus, a Pseudomonas aeruginosa, aKlebsiella pneumoniae, o Mycoplasma pneumoniae e os anaeróbios também podem causar as bronquiectasias. Os fungos como o Aspergillus e o Histoplasma também podem contribuir para o surgimento da doença.

Como se desenvolve?
A bronquiectasia pode ser congênita (desde o nascimento) ou adquirida. Para a bronquiectasia surgir, há necessidade da presença de dois elementos: a agressão por uma infecção e a deficiência na resolução (“limpeza”) das secreções brônquicas. Portanto, quanto mais agressivo o germe causador da infecção e quanto pior os mecanismos e as condições de defesa dos pulmões e do organismo como um todo, maiores as chances de desenvolvimento da doença. Com a perpetuação do processo inflamatório nos brônquios, estes vão se destruindo.

O que se sente?
O portador típico de bronquiectasia é aquele indivíduo que tem tosse com expectoração (escarro) persistente e em grande quantidade, principalmente, pela manhã. Estas alterações são crônicas, mas apresentam períodos de piora, com necessidade de uso freqüente de antibióticos. Nesta situação, pode haver febre, perda do apetite, falta de ar, chiado no peito, expectoração com sangue e piora do estado geral da pessoa afetada.

Todavia, as manifestações da doença podem ser frustras ou a pessoa pode até não ter nenhum sinal ou sintoma.

Existe também um tipo de bronquiectasia – bronquiectasia seca – na qual não há aquela expectoração abundante e persistente de muco (catarro) como na maioria dos casos. Ela se manifesta como episódios de hemoptise (sangramento ao tossir), e usualmente decorre de lesões cicatrizadas de tuberculose.

Como o médico faz o diagnóstico?
Com as alterações que o doente apresenta, o médico poderá suspeitar do diagnóstico de bronquiectasia. No exame físico, o médico poderá perceber alterações na ausculta dos pulmões. No entanto, a confirmação da doença virá através dos exames de imagem - radiografia, tomografia computadorizada ou broncografia do tórax. Este último, no passado, foi o único método capaz de firmar tal diagnóstico. Com o surgimento da tomografia computadorizada (TC), esse exame caiu em desuso. Nele são feitas radiografias após o uso de substância que contrasta os brônquios do indivíduo.

Como a broncografia não era um exame de fácil realização, a TC surgiu como alternativa. Contudo, a TC não tem a mesma precisão da broncografia na identificação de certas lesões.

Para se buscar possíveis fatores predisponentes para a doença, faz-se necessário a realização de outros exames.

A espirometria – exame que mede a capacidade de ar dos pulmões – pode ser solicitada para avaliar melhor a doença, assim como a gasometria arterial que mede níveis de oxigênio e de dióxido de carbono no sangue.

Como se trata?
A cirurgia como tratamento deve ser realizada nos casos em que a doença é localizada (quando acomete só uma parte do pulmão) e não há melhora dos sintomas com o tratamento conservador.

A cirurgia também é uma opção nos casos de pacientes com hemoptises. Contudo, antes da realização da cirurgia, o médico deverá se certificar que o indivíduo possui uma reserva de ar que possibilite tal procedimento.

Nos casos em que a doença é difusa, o tratamento é conservador. Além dos antibióticos, que são armas importantíssimas nesta modalidade de tratamento, a fisioterapia é fundamental no tratamento dos pacientes com bronquiectasias.

Através de manobras, em especial de drenagem postural– o indivíduo é colocado numa posição, de acordo com a localização de suas lesões, para que a gravidade ajude na drenagem das secreções contidas nos locais afetados do pulmão ou pulmões. A fisioterapia pode, com isso, reduzir o número de exacerbações da doença e a sua progressão.

A drenagem postural deve ser feita diariamente, com duração de quinze a trinta minutos por sessão para que seja eficaz.

Dentre as medicações que podem auxiliar no tratamento também estão os mucolíticos – que promovem uma maior depuração das secreções brônquicas – e os broncodilatadores para alívio da falta de ar e do chiado no peito.

Nos pacientes com bronquiectasias difusas, com grave prejuízo na qualidade de vida, o transplante pulmonar poderá ser realizado

Como complicações possíveis das bronquiectasias, além das pneumonias, pode ocorrer o empiema que é o acúmulo de pus na pleura (que é a “capa”do pulmão), o abscesso pulmonar (uma lesão que forma um “buraco “com pus no pulmão), o pneumotórax (acúmulo de ar na pleura), a hemoptise volumosa (quando a pessoa tosse grande volume de sangue) e o cor pulmonale – que ocorre quando a doença crônica dos pulmões desencadeia um dano ao coração.

Como se previne?
Os indivíduos com bronquiectasia devem receber as vacinas contra o vírus influenza e o pneumococo (bactéria implicada em muitas infecções respiratórias) para a profilaxia das exacerbações infecciosas da doença.

As imunizações (vacinações) contra agentes agressores broncopulmonares são importantes para prevenir o desenvolvimento da doença.

Perguntas que você poderá fazer ao seu médico

Qual o mucolítico mais utilizado para auxiliar no manejo da doença?

Qual o germe que mais freqüentemente causa exacerbações da doença?

Quais as doenças que apresentam bronquiectasia congênita?

O que é a pseudobronquiectasia?

O que é bronquiectasia de tração?

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