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NHK World | Atualizado às 21:54, 22 de maio (Hora do Japão)![]() |
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O problemático avião 787 Dreamliner da Boeing voltou a operar nos Estados Unidos na segunda-feira. Empresas de aviação do Japão resolveram também voltar a empregar a aeronave a partir do dia primeiro de junho. Todos os 787 Dreamliners foram colocados fora de atividade em janeiro. A ordem resultou de um incêndio na bateria de um avião da Japan Airlines em um aeroporto dos Estados Unidos e um outro incidente no qual uma outra bateria soltou fumaça, forçando um avião da All Nippon Airways, de sigla ANA, a fazer um pouso de emergência no Japão. No Comentário de hoje, o professor Hirotaka Yamauchi, da Escola de Pós-Graduação de Admistração e Comércio da Universidade Hitotsubashi, nos fala a respeito da retomada das operações com o 787 Dreamliner.
As autoridades de aviação dos Estados Unidos aprovaram o reinício das operações comerciais com os 787 Dreamliner no mês passado. A decisão foi tomada com a condição de que a Boeing tome medidas adicionais de segurança, incluindo colocar as baterias em caixas de metal. Os contêineres podem evitar o alastramento de um possível incêndio. Mas a causa dos problemas na bateria ainda precisam ser apontadas. Existe garantia de segurança dessas aeronaves?
O professor diz que a causa ainda é desconhecida. Contudo a Boeing reduziu a lista de possíveis problemas para apenas um pouco acima de 80 possibilidades. Os reguladores da aviação dos Estados Unidos deram o sinal verde, pois acreditam que a Boeing tenha formulado planos para contornar todos estes problemas. Portanto, a aprovação seria adequada.
As fábricas de peças para aviões estão espalhadas pelo mundo, incluindo o Japão, onde 40% dos componentes do Dreamliner teriam sido fabricados. As fabricantes de aviões compram as peças e as montam para produzir os aviões. Alguns especialistas culpam a demora em determinar a causa e as estratégias de solução na estrutura complexa que envolve enormes volumes e tipos de componentes, bem como os sistemas eletrônicos de controle.
Portanto, seria justo dizer que é impossível identificar uma única causa verdadeira.
Quanto aos problemas com o fato de os 787 Dreamliners terem afetado as empresas aéreas japonesas, o professor diz que, atualmente, empresas de baixo custo estão rapidamente aumentando suas fatias no mercado de viagens aéreas internacionais. Elas oferecem tarifas menores em troca de menos serviços aos passageiros. As empresas aéreas convencionais consideravam o 787 Dreamliner como uma grande arma para competir com as linhas aéreas de baixo custo, uma vez que os Dreamliners são mais econômicos em termos de combustível e oferecem viagens bastante confortáveis.
Aparentemente, os problemas afetaram as administrações da JAL e também da ANA, uma vez que elas foram forçadas a desativar seus aviões por vários meses após a compra das aeronaves. Contudo, os balancetes recentemente divulgados pelas 2 companhias mostram que elas não sofreram grandes perdas como temiam, uma vez que os 787 Dreamliners não eram os principais aparelhos de suas frotas.
Acima de tudo isso, a missão das empresas aéreas é colocar a prioridade na segurança. Elas precisam se comprometer seriamente com a garantia de segurança, em cooperação com as autoridades.

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