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Revista Alternativa Online | 8 de Agosto de 2013Um funcionário do governo japonês disse que a usina libera 300 toneladas de água radioativa há dois anos
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| Foto: Reprodução Revista Alternativa Online Membros de comitê da província de Fukushima inspecionam o local de construção de barreira no litoral, para impedir que água radioativa vaze para o oceano |
Também na quarta-feira, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, comprometeu-se a intensificar os esforços do governo para conter o vazamento de água radiativa.
Abe ordenou ao ministro da Economia, Comércio e Indústria a lidar urgentemente com a situação e garantir que a operadora da usina, a Tokyo Electric Power (Tepco), tome as medidas apropriadas para realizar a limpeza, que deve durar mais de 40 anos e custar 11 bilhões de dólares.
A operadora disse também que não pode confirmar a quantidade exata de volume de água contaminada que está vazando para o oceano. "Nós não somos capazes atualmente de dizer claramente o quanto de água está realmente fluindo para o oceano", disse o porta-voz da Tepco, Noriyuki Imaizumi, em resposta à pergunta de um repórter sobre a estimativa do governo.
A Tepco tem injetado no solo um produto químico para construir barreiras para a água subterrânea. O método, porém, só é efetivo em solidificar o solo a partir de 1,8 metro abaixo da superfície. Segundo o jornal Asahi, contudo, a água contaminada subiu para um metro abaixo da superfície.
A Tepco foi muito criticada por não ter se preparado adequadamente para situações como o terremoto seguido de tsunami que destruiu a usina de Fukushima em 2011. A empresa também foi acusada de tentar acobertar suas falhas e de reagir de forma incompetente ao derretimento dos reatores.
Não ficou claro qual é o nível de ameaça representado pela água contaminada no lençol freático. Nas primeiras semanas depois do desastre, o governo japonês autorizou a Tepco a despejar dezenas de milhares de toneladas de água contaminada no Pacífico.
Países vizinhos e pescadores locais criticaram a decisão, e a Tepco prometeu que não jogaria mais água radiativa no mar sem o consentimento de autoridades municipais da região.
"Até sabermos exatamente a densidade e volume da água que está fluindo, honestamente não posso especular sobre o impacto no mar", disse Mitsuo Uematsu, do Instituto Centro para a Colaboração Internacional e Pesquisa Atmosférica e Oceânica, da Universidade de Tóquio.
"Deveríamos verificar também quais são os níveis na água do mar. Se for só dentro do porto e não estiver escoando para o mar, ela pode não se espalhar tanto quanto temem alguns."
A Tepco disse estar adotando várias medidas para que a água contaminada não saia da baía próxima à usina. Em email à Reuters, a empresa disse que a Tepco se desculpou profusamente com moradores da região de Fukushima por causa dos inconvenientes e preocupações causados pelo caso.
A usina bombeia diariamente 400 toneladas de água que escorre pelo lençol freático dos morros próximos à usina. A água é guardada em porões dos prédios destruídos, onde se mistura à agua altamente radiativa que é usada para resfriar os reatores e mantê-los em um estado estável, abaixo de 100 graus Celsius.

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