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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Buraco na camada de azônio ajuda no aquecimento

Divulgação | Planeta Sustentável                                                      
Terça-feira, 13 de Agosto de 2013

Imagem: Reprodução Planeta Sustentável 


Ventos e nuvens sofrem mudanças em seus padrões

Usando modelos de computador, cientistas examinaram como o buraco na camada de ozônio pode estar alterando as correntes de jato (correntes de ar muito velozes que ocorrem na alta troposfera) sobre a região Antártica, empurrando as nuvens para mais perto do Polo Sul.

Estas mudanças nas nuvens podem afetar o quanto de radiação solar é refletido pelas nuvens, levando a um planeta ligeiramente mais quente.

“Ficamos surpresos como este efeito ocorreu apenas com a alteração da corrente de jato e as nuvens,” disse o líder do estudo, Kevin Grise, cientista do clima da Universidade Columbia, em Nova York. Quando as nuvens migram em direção ao Polo Sul, a quantidade de energia que refletem é reduzida, o que significa que mais radiação chega ao solo.

Não se determinou quanto o buraco no ozônio pode estar esquentando o planeta, mas Grise e colegas estimam que o aumento de radiação seria de menos de 1 watt por metro quadrado. Este ainda é um efeito muito menor que aquele dos gases estufa. Mas a pesquisa irá ajudar climatologistas a fazer previsões mais precisas no futuro.

A camada de ozônio, presente na estratosfera, impede que os perigosos raios ultravioletas vindos do sol alcancem o solo, protegendo assim a Terra e seus habitantes. Nos anos 1980, descobriu-se um buraco no ozônio sobre a Antártica, como resultado do uso excessivo de clorofluorocarbonos (CFCs). Em 1987, entrou em vigor o Protocolo de Montreal, proibindo a utilização de CFCs em todo o mundo. Observações feitas pelo satélite do tempo MetOp, da Agência Espacial Européia, mostram que o buraco está diminuindo.

Grise espera que as alterações na corrente de jato serão reduzidas com a recuperação da camada de ozônio. Mas o aumento de gases estufa afetará os padrões dos ventos, o que irá mais uma vez deslocá-los em direção ao polo, informa o States Chronicle.

Imagem: NASA

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